Ensinar
através do exemplo
não é a melhor maneira de influenciar
as pessoas e inculcar fortemente
os princípios ensinados.
É a única.
não é a melhor maneira de influenciar
as pessoas e inculcar fortemente
os princípios ensinados.
É a única.
Jesus
utilizou diversas formas de ensino para treinar seus discípulos: pregação,
parábolas, atos. João 13: 1-17 mostra um método pedagógico baseado no
exemplo: primeiro Ele “fez” e só depois mandou que todos “fizessem”.
Sem dúvida, esta é uma das formas mais contundentes de ensino.
De
imediato os apóstolos não entenderam, mas, depois, não só compreenderam como
perceberam a necessidade de vivenciar o que foi ensinado. Analisemos e
aprendamos as ricas instruções que existem neste texto de João.
O
ensinamento do ato de Jesus
Os
costumes locais podem ser usados para ensinar princípios bíblicos. Na última
Ceia, Jesus levantou, tirou seu manto, cingiu-se de uma toalha, pegou uma bacia
com água e lavou os pés dos apóstolos, Jo 13: 4. O costume de lavar os pés
existia desde os tempos remotos e era um sinal de hospitalidade. Teve origem no
Oriente, dadas as estradas poeirentas, o tipo de calçados usados (geralmente
sandálias) e o clima quente.
Servir
aos outros cria oportunidades para o ensino das verdades bíblicas. O hóspede
chegava e, na entrada da residência, seus pés eram lavados por um escravo. Na
ausência deste, um membro da família de menor influência poderia fazer isto,
porém, nunca era realizado pelo de maior honra.
Os
discípulos presenciaram essa atitude e, na seqüência, Jesus reclinou-se à
mesa e explicou princípios básicos e fundamentais do reino dos Céus, Jo 13:
12-17. Ele era Mestre e Senhor, mas despiu-se da Sua posição de honra para
servir à humanidade. Também honrou àqueles que andavam com Ele. Portanto, os
apóstolos precisavam fazer o mesmo com as outras pessoas.
A
aplicação na vida espiritual
Unidade
na adversidade. O método de Jesus visava ensinar princípios espirituais que
serviriam de base para o ministério apostólico que estava prestes a ter seu início.
O Mestre sabia que os discípulos deveriam estar coesos para prevalecerem contra
o mal que lhes sobreviria. Eles já haviam manifestado o sentimento de divisão
por questões de orgulho e vaidade: discutiram entre si qual deles seria o
maior, Lc 9: 46; buscaram posições de destaque até mesmo na glória, Mc 10:
37-38. Se este mal não fosse cortado, certamente isso afetaria drasticamente
seus ministérios.
Humildade
a ser seguida. Quem deveria lavar os pés era o membro menor do grupo. Há uma
possibilidade de não terem sido lavados os pés de ninguém até então por não
haver ninguém a se dispor para tal serviço. Mas, durante a Ceia, Jesus “tira
seu manto” (despojou-se de honra), cinge-se com a toalha (tomou forma de
Servo) e lava os pés dos discípulos (honra-os).
Ao
tomar essa atitude, Jesus dá uma lição de humildade e impacta drasticamente
seus discípulos com esse método pedagógico e com o teor do ensino. Pedro
ficou tão constrangido que não queria permitir que Jesus lavasse seus pés.
Mas, o exemplo ficou através do Mestre e Senhor lavando os pés dos discípulos,
um a um.
Serviço
para o bem do reino. Lavar os pés do hóspede implicava em servi-lo, dar-lhe
maior conforto, tratá-lo bem. Aqui Jesus enfoca o que já havia ensinado:
“e
quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos”, Mc 10: 44.
Este princípio contraria totalmente o padrão humano sobre hierarquia, porém
esse é o padrão divino.
Procurar
contribuir para o bem de nossos irmãos, ajudá-los a vencer suas dificuldades,
evitar colocar tropeço na caminhada daqueles que estão à nossa volta,
servi-los nos momentos de tribulação, sim, este é o princípio cristão.
Jesus
sabia que os apóstolos deveriam ajudar um ao outro, precisavam defender um ao
outro. Não poderiam estar lutando por interesses pessoais, mas sim, pelo reino
de Deus. Ainda que houvesse divergências de gênio, personalidade, caráter ou
atitudes, eles deveriam servir uns aos outros.
Aplicação
para nossos dias
Com
esse ato, Jesus não quis perpetuar uma cerimônia. Sua intenção foi deixar um
exemplo a ser seguido pelos seus discípulos e por todos os cristãos de todos
os tempos. Da mesma forma que os discípulos, todos têm a tendência do
orgulho, da vaidade e sempre são propícios a valorizar mais a si mesmos em
detrimento dos outros. Todos são tentados a perguntar:
“qual
é o maior entre nós?”.
Quantas
divisões têm surgido na Igreja por questões pessoais, por interesses
meramente humanos! Quantos escândalos no meio dos cristãos, frutos do orgulho,
da vaidade! A luta por cargos, posições e lugares de destaque tem trazido
prejuízos para muitas igrejas. Mais do que nunca, é necessário colocar em prática
o que Jesus ensinou: a humildade e o serviço cristão.
A
busca pelo progresso do reino de Deus e a luta pelos interesses divinos ajudam a
superar as diferenças e divergências. Os discípulos aprenderam que o amor
deve estar acima de todas as coisas. Depois da ascensão de Jesus, o livro de
Atos mostra que eles andavam unânimes, pregando o evangelho. Mesmo diante da
perseguição, eles não fracassaram.
O
desejo ou a briga sobre quem seria o maior não existiu mais e, agora, todos
serviam a todos. Eles oravam uns pelos outros, ajudavam uns aos outros, eram
uniformes. A igreja cristã também pode fazer isso em nossos dias. Esse tipo de
comportamento traria muitos benefícios para todo o corpo de Cristo sobre a face
da terra, Fp 2: 1-8.
A
pedagogia do exemplo pode ser vista como um conjunto de princípios e métodos
de educação e instrução que tem como objetivo a vida prática, o dia-a-dia.
O pedagogo ensina através de tudo que pode ou deve ser imitado. Jesus exorta:
“Ora,
se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes”, Jo 13:
17. O cristão precisa conhecer as Escrituras Sagradas. É importante saber e,
depois, colocar em prática. Você está sendo desafiado a isso.
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Marco
Antônio Lunardeli é pastor da IPRB desde 12/01/1990.
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